A postura do Bonner deveria ressaltar o suposto profissionalismo de um repórter 'consagrado' de uma grande emissora nacional, emissora essa que sempre influenciou a opinião da massa com maestria, exercendo sim um papel questionador, porém não faltando com a ética e o respeito com esse ou aquele candidato, omitindo escândalos de um, ressaltando outros, interrompendo de forma impositiva e vestindo uma máscara ridícula de defensor dos interesses populares. Destacar a corrupção e estudar suas origens e consequências é dever de todo cidadão (no qual o repórter se enquadra), mas principalmente investigar a real procedência dos escândalos das antigas direita e esquerda é responsabilidade unânime de uma pessoa pública e neutra e dos seus compromissos éticos ao mediar entrevistas de grande importância, para que sejam minimizados os efeitos comerciais e multiplicadores das impressões para/com a população através da Rede Globo, da Revista Veja, de outros veículos de maracutaias elitistas, sim!
É o que eu venho percebendo: Muita reclamação, bafafá e alarme de gente pouco informada; Vivemos rodeados de papagaios propagadores de idéias sem fundamento, inaplicáveis, que disparam incessantemente chavões repetitivos aprendidos na mídia e se acham preparados para compreender o funcionamento do sistema político e agregar à ele. Meu respeito a todo cidadão consciente e discreto, de escolhas políticas arbitrárias e bem fundamentadas, sejam elas quais forem mas que sejam baseadas em bons argumentos, porque de 'nhenhenhe' de gente que não lê e nem nunca leu, eu já ando até o talo!
Senhoras e Senhores, trago boas novas!
No interior dessa marina, morada de velhos barcos experientes e cravejados, um banco para que eu me acomode e despeje palavras e sentimentos que, no ritmo das ondas, são de uma existência cordial.
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Há quem chame de amor...
Às vezes me pego pensando na real importância da intuição.
Sim, porque deve haver em algum lugar, em alguma galáxia ou buraco negro, uma
fonte de energia que faz bater o coração das pessoas mais forte. Há quem chame
de amor.
Essa energia toma conta de diversas cabeças, na fração de
segundo de um mínimo descuido, e mergulha sobre os corpos e as almas. Há quem
chame de amor.
Isto aí atrapalha a concentração, mas também ajuda a
concentrar! Dá forças e motiva a ação benéfica. Solta sorrisos fáceis e previne
rugas! Há quem chame de amor.
Há boatos, inclusive, de uma alegria imensa em estar junto
da bagunça dentro de uma casa antiga, com diversos reparos a serem feitos e com
intrigas familiares... tudo isso motivado por essa coisa, que uns e outros
insistem em chamar de amor.
Essa intuição leva uma inspiração e criatividade incríveis
para/com o mundo, mas também não é perfeita: traz com ela uma ansiedade de vida
que consome, noites e dias, as cabeças envolvidas. Há quem chame de amor.
Os que a absorvem, apresentam tendências coloridas de pensar
e leves de agir, seja no meio urbano ou no meio do mato. Esse bicho, quando
pica, é insistente e não há vacina que o combata. Há quem chame de amor.
Sua distribuição é onipresente, até mesmo ao redor dos mais céticos. É transbordante entre amigos, incalculável entre pais e filhos, estonteante e intensa entre amantes, admirável entre voluntários e carentes, encantadora entre crianças e animais de estimação. Eu chamo de amor, há outros demais que chamam de amor... vai ver que é!
Sua distribuição é onipresente, até mesmo ao redor dos mais céticos. É transbordante entre amigos, incalculável entre pais e filhos, estonteante e intensa entre amantes, admirável entre voluntários e carentes, encantadora entre crianças e animais de estimação. Eu chamo de amor, há outros demais que chamam de amor... vai ver que é!
quarta-feira, 16 de julho de 2014
A vida já não é mais a mesma
Me peguei pensando nessa frase pulsante e insistente,
enquanto abria uma bandejinha de maminha para retirar as gorduras dos filés, e
deixá-los no tempero.
A vida já não é mais a mesma quando dentro da sua geladeira
existem cores pintadas em frutas e em alimentos integrais; Quando seus esmaltes
não duram quatro dias seguidos pela atividade cotidiana de cozinhar e sim,
lavar louças.
A vida já não é mais a mesma quando te empurra para marcar
reuniões com a secretaria de ensino municipal, da cidade que nem é a sua de
nascença; Quando você deve assinar exatamente da mesma forma os 15 campos
assinalados com um x, junto de uma rubrica.
A vida já não é mais a mesma pela felicidade de chegar
quarta-feira e ser dia de feirinha no supermercado, onde os melhores produtos
orgânicos chegam, caixas e mais caixas coloridas, seladas; Quando a carteira
parece um buraco negro com uma escada, e cada degrau é um cartão em que você
precisa dividir suas finanças.
A vida já não é mais a mesma quando os livros que te faz
brilhar os olhos não são mais aqueles de auto-ajuda, mas sim de histórias
marcantes, bem como o seu entusiasmo em querer que o mundo também tenha o
prazer de vivenciá-las.
A vida já não é mais a mesma quando o tamanho da sua mala
vai diminuindo, e as viagens aumentando; Não é mais a mesma quando aquele
grande esforço em equilibrar todo mundo contente em uma bandeja já não é mais
prioridade, e sim os seus sentimentos e os valores dele, acompanhados de quem
realmente faz questão de estar presente na sua caminhada.
A vida já não é a mesma quando os seus planos parecem te
assustar, mas que te fazem vivo e repleto de energia para batalhar na
realização deles.
A vida já não é a mesma quando se deve abrir horários na
rotina para eventuais consultas médicas, exames e convênios; Já não é a mesma
quando entrar numa academia passa a ser motivo de prazer, uma fuga à saúde em
meio às tarefas exaustivas.
É, a vida já não é a mesma quando o seu coração palpita, e
até explana palestras pessoais internas sobre relacionamentos e suas
experiências; Quando você sente saudade do que viveu, quando corre de medo do
que viveu, quando sonha com o que está por vir e quando procura se reenergizar
dia após dia para ser merecedor do que o futuro reserva.
A vida já não é mais a mesma quando o passeio ideal é o de
gastar dinheiro com presentes para seus pais, ainda que a procura seja em
shoppings lotados de pessoas e luzes estonteantes; Quando você observa que seus
pais já não têm mais 30 anos de idade.
A vida já não é mais a mesma quando se deve tirar um
passaporte, carteira de trabalho, tirar o copo molhado para não manchar o móvel
de madeira, tirar o cinzeiro e escondê-lo, tirar a etiqueta da roupa que
pinica, tirar o lixo da cozinha e do banheiro, tirar o xixi do cachorro, o
recibo de pagamento, segunda via de cartão de identificação da faculdade,
cutícula, e se sobrar tempo um sarro do seu cabelo bagunçado.
A vida já não é mais a mesma quando você arranca seu cabelo
bagunçado de tantas dúvidas e preocupações; Quando o e-mail do seu chefe não
está nem aí para seus cabelos e continua piscando na sua caixa de entrada.
A vida já não é a mesma quando se troca uma balada por meias
felpudas; Quando meditar é muito mais importante do que gastar minutos a fio no
telefone.
A vida já não é mais a mesma quando você vê uma beleza rara na
letra de uma música que fala de amor ou nos rabiscos de uma criança, quando ouve
um senhor de idade numa clínica geriátrica, quando vê um girassol e compra pra
enfeitar qualquer lugar.
A vida já
não é a mesma, mas é a melhor que eu poderia querer...com o peito aberto,
proteção de luz, e muita felicidade.segunda-feira, 28 de abril de 2014
Desabafo após um banho de cachoeira
A curiosidade brota nas horas mais (im)próprias. Sede de
tudo mesmo consciente do vazio que lá existe, o que prefere ser maquiado na mais
explícita falta de conhecimento que se poderia imaginar, num constante
convencimento sobre o que não se sabe, e mal se quer saber.
Observo, sinto e aprendo com a energia aflita que brota.
A imparcialidade e a falta de intensidade sobre o curioso...
ah essas não me entram na cabeça; Talvez porque a certeza é pouca, mas a
vontade de alcançar as possibilidades é gigantesca.
O que seria eu, sem essas incertezas? A resiliência me permite sonhar sempre, e é isso
que alimenta o meu viver, o que me desgasta e o que me alavanca.
A pontada no coração, a boca do estômago fervilhando, a
brusca necessidade de algo que supra esse processo me indicam que essa
intensidade e essas dúvidas sobre as definições me fazem vibrar por inteira, em
ambas as esferas: física e espiritual.
A soltura de ser fiel aos impulsos que me constituem, de sorrir
de forma solta, sentir pulsar o mundo inteiro, chorar para inundar os poros e
sentir prazer estonteante poupam a hipocrisia de sobreviver e assistir aos
fatos como espectadores medíocres.
O equilíbrio sobre a positividade proveniente da nossa
proteção, e a negatividade da ala dos sugadores é o dever mais implícito, o
foco de toda a vigia que possa existir.
Aos que definem, sugam e desejam furtos energéticos, esses não
fazem parte da minha levada. Eles acham que fazem...mas a essência já teve seu
trabalho em afastar essas concentrações de atraso de vida, de retidão e de
covardia.
Saber entrar e sair de cena tem sido a arte da minha vida, na
caminhada árdua da rotina e nas minhas viagens.
A janela do mundo é instigante, demanda atenção na abertura
dos olhos para o que se conquista, para o tipo de arte que se constrói com cada
existência. Sigo aprendendo a tênue relação em desejar e oferecer, na
sublime sinceridade de exercer sem maiores programações...
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Direto e Reto
É chegado o momento em que a tolerância combate a ausência
de vida.
Sem meios termos, sem muros para se escorar; o tempo não
pede passagem nem muito menos ensina ninguém a se portar.
É chegado e já tardio o impulso corporal insuportável,
sedento por vida, por índole, por resposta física e mental frente a tudo. A inércia
agora definitivamente já não cabe mais, se é que um dia coube em algum lugar.
Logo eu, tão adepta da instabilidade e da defesa da
constante mutação de qualquer contexto, tomo partido. O único irreversível,
constante e infinito, externado na camisa de quem a veste, com muita coragem,
engolindo todas as possibilidades.
Ninguém nunca saberá nenhuma resposta, mas aos que abrem a
cara e o coração pela dúvida...esses sim têm a minha admiração; porquê
conquistam o mundo e sua satisfação com os próprios olhos, com os próprios
corpos físico e mental.
Tantos tutoriais, virtuais, didáticos e sentimentais,
falsários resultantes dessa fraca idéia vendida de amor. Passam-se os anos e as oportunidades, e tudo fixado
no mais cômodo e fraco pseudo-amor, uma somatória de fraquezas, por décadas a
fio.
Que bela e prática a covardia! Celebremos! Comemoremos essa
bi-fase, essa água e óleo que não se esconde!
Já é tempo de travessia sem volta, um salto pela salvação da
opinião e da conduta; salto esse pela graça do amor que anda escondida em algum
banco de cimento discreto por aí. Ah, a graça do amor... são poucos os que
puderam conhecê-la, e que estão abertos e receptivos à ela em estado de graça a
vida inteira.
Aos crédulos a minha eterna admiração: pelo amor, pela
coragem, pela atitude.
Aos outros, caretas de caráter, o silêncio. Silêncio esse que coloca cada um em seu lugar, que permite
às carapuças que vaguem pelos corredores a fio atrás de quem às pertence;
silêncio que julga sem palavras, que grita sem ruídos, que machuca sem toque.
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