Senhoras e Senhores, trago boas novas!


No interior dessa marina, morada de velhos barcos experientes e cravejados, um banco para que eu me acomode e despeje palavras e sentimentos que, no ritmo das ondas, são de uma existência cordial.







segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Cálice- Chico Buarque

Tem dias que nasço artista e morro na mesma, sem perder o humor !!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Baltasar e eu numa tarde


O som não sai da minha cabeça! Mantenho-o.

A fuga não será um fraco modo de desespero da falta de experiência, será a réplica de séculos fechados em mausoléu, da carência de iluminação por adaptações cognitivas acomodadas no passar dos dias..

Caminhar por entre trilhas, diversas; Mergulhar (de início, o uso de metáfora para relacionar a prisão tecnológica na qual recorro agora para esse texto) no silêncio e arrecadar forças para dividir as frações de tempo na mais complexa das companhias, lidar com seus próprios chakras, controlá-los...

Nenhum controle é válido! A partir desse ponto tenho em mim a plena convicção que por vertentes brancas seguirei o caminho para alcançar a paz! Sem convenções, sem tradições..

A tradição não é nada além de seres vitais funcionais defendendo o que não sabem sem propósitos resultantes...

A comunicação artificial nos faz grandes, grandes homens de lixo, pura merda compacta! A comunicação de fato é a essência dos contatos, fundamento para a evolução que nasce da pura vontade e não da falsa pose.

Eu hoje li uma frase que dizia que devemos modificar os fatos se estes não estão de acordo com a teoria ou algo bem parecido com isso, passando a mensagem de que alguém algum dia pôde experiementar e chegar a conclusão concreta em uma dúzia de palavras, e nós devêssemos apenas ouvir e agir de acordo se quiséssemos obter sucesso e felicidade.

Não há mais tempo para a perda! Sempre gostei de estopins porque me retratam... assim sem pensar, agindo com o coração na maioria das vezes errado. Me retratam!


Felicidade provém de vários conceitos individuais. Vem do equilíbrio da realidade inexistente junto dos pés no chão, do dente ausente da boca pobre junto do cônjuge na foto de recordação; vem das ondas do mar que molham e afundam o peso material que é abraçado pela areia mole; da leveza de ir e vir em nenhuma companhia, da leveza de ir e vir com todas as companhias; vem da coreografia espontânea dos músculos do corpo quando se ama e do psicológico que tenta sem conseguir achar resposta para mudanças e alegria inusitadas; vem da sujeira despreocupada em prol de dois minutos de satisfação junto da limpeza que irá renovar a sujeira saturada... Felicidade é não pensar nela e sim sentí-la sem buscá-la.. obtê-la de fato sem nenhuma teoria, absorvê-la com a quase certeza de reconhecimento.


Revoltas tornam-se pequenas como no começo desse texto quando a felicidade envolta em grandes mistérios entra em cena; quando nos sentimos muito calmos temos o costume de inventar revoltas.. qual será a origem desse gosto rebelde por conflito? Ele existe e tem seus motivos, dividimos espaços com milhões de outros tais conceitos individuais de felicidade, na maioria das vezes fechados para compartilhamentos.. Mas se não apresentam resultados, mudanças, tornam-se falta do que fazer! Tradição, suja e porca tradição de mostrar para os outros falsas revoluções!

Para solução de grande escala começo por mim, o que já não me parece tão fácil "arrumar"... Força com convicção eu nunca vou negar pelos meus motivos, por amor a todos os seres humanos que me cativaram e que me despertarão durante a minha vida que as vezes tenho a impressão de que não será longa. Força e convicção na defesa da solução, paz e amor para contemplar os dias! Por ora eis minhas gotas de chuva! Deixo-lhes agora na compahia de Baltasar, meu fiel escudeiro da foto acima, sábio, de olhos gulosos e mestre em saber ouvir.. Está um pouco turvo de propósito, muitos de vocês entenderão sua funcionalidade..

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Foi na noite passada, quando na variação das horas e pensamentos, me dirijia sem parar para os mais diversos cenários; neles eu encontrava pistas, numa caça ao tesouro inexistente que me oferecia dicas de minha própria autoria, solução da problemática ausente, hobby exótico. Ah como são corriqueiros nossos passos à marina, que agora mudou de endereço físico... mas não de intenção.
Eis que numa reunião de palavras acumuladas de alguns dias, achei um comprimido sobre o banco branco, compressão forte de tempos corridos desmembrados em:

"A força a mercê de peneira
Vivo dia-a-dia, passa o ano.
Tudo na mais inflamada alergia
Ao vento mentiroso e boêmio,
Eis minha garantia.
Não preciso de nada, nem de tudo.
A medida preparada
Chicoteia o encômodo sem a hora da chegada.
O encômodo é forte alvorada;
Um reforço de que nao sou nada,
Nenhuma das alternativas anteriores me convencem.
O zumbido forjado de contato é invenção,
Alucinação que habita o fundo, bem o fundo do coração,
Que tão novo já presencia escuridão.
Guantanamera não nasceu canção!
Rimas são patéticas,
Balela da sobra de tempo.
Um cigarro, o consolo não existe.
Quem larga o apertado aperta o largo e chega mais rápido;
E eu continuo não sendo nada..."


Falta, a falta do inexistente acaba por nos deixar assim, cutucados pela verdade de uma simples reunião. Temos a suja mania de desmembrar as coisas, e ficamos assim, falsos astutos com qualquer tipo de reunião.
Aproveitando o momento deslizante e instável eu me despeço .. a agradecer pelo Sol que tenho presenciado nos últimos dias, verdadeiras telas de qualquer ângulo, especialmente da marina.
até breve!