Senhoras e Senhores, trago boas novas!


No interior dessa marina, morada de velhos barcos experientes e cravejados, um banco para que eu me acomode e despeje palavras e sentimentos que, no ritmo das ondas, são de uma existência cordial.







quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Aquecedor


O tempo hoje me é peculiar.. o mundo tá pirando da janela pra fora e eu tô aqui, num cômodo que me pertence também junto das minhas preciosas lembranças nostálgicas pegando fogo, literalmente! Sim, porque a imagem que pela segunda vez me veio a cabeça era aquela brasa de dias de festa junina, cores eu via na vestimenta das crianças na rua, chapéus de palha em toda quina e o saudoso balão, que meu pai pendurava no varal com um pregador semelhante ao que tenho guardado no meu cabelo e ascendia a brasa, A BRASA, A BRASA! Oh, que perigo aquela imensidão de fogo e cores maior do que eu em meu próprio quintal! Naquele momento eu não esperava nem frações de tantas outras brasas pelas quais passei desse dia até aqui. Ah, um estalo de saudade me faz perceber que essas brasas são necessárias, para que despertemos para muitas coisas .. como de fato acontece!

Ah, opostas brasas, inimagináveis.. ainda bem que nesse tubo energético que é o tempo eu sempre contei com a surpresa da descoberta! surpreender-me, a cada momento.. essa excitação do que ainda está por vir, das muitas labaredas que eu nao imagino ascender por ora.

O fogo é intenso, colorido e abrangente, e da palma das minhas mãos eu tenho uma fonte dessas, que eu carrego comigo por todas as viagens de balão que o Papai Noel há de colocar na minha frente no decorrer do tubo energético.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Abandono

É.. pois então me encontro de volta! Tudo pra trás, colares vermelhos, Sol, terra molhada, vento forte de zumbir ouvidos.. o frequente retorno de nenhuma fuga aparente, que derruba todas as paredes construídas com tempo de vida, de sua autoria. Acabou! São tempos de loucura!
Eu a sinto, a me arrepiar... O famoso jogo de palavras falsas, o barulho vazio, a euforia de lugar algum e todo esse lixo que me faz parte! Insuportável você, tanto quanto eu, vítimas não, culpados, covardes!
Já se foram os tempos áureos, é hora de acordar... mas, pra mim isso é impossível, estou num lençol de pobreza predestinada à falta de coragem! Ahhh como esses julgamentos que estão circundando essas palavras são cretinos não?! Carne, osso e alma sujos, estancados!
Hoje o meu sentimento é de asco, de tudo isso aqui na minha frente.. e passo sem pedir desculpas!
O tapa da cara é dado, e desculpa é areia posta ao tufão, com conforto errado!
Nada funciona de fato.
A máscara cai cada vez mais.. o tempo corre cada vez mais... o casulo já nao suporta mais a larva