O tempo hoje me é peculiar.. o mundo tá pirando da janela pra fora e eu tô aqui, num cômodo que me pertence também junto das minhas preciosas lembranças nostálgicas pegando fogo, literalmente! Sim, porque a imagem que pela segunda vez me veio a cabeça era aquela brasa de dias de festa junina, cores eu via na vestimenta das crianças na rua, chapéus de palha em toda quina e o saudoso balão, que meu pai pendurava no varal com um pregador semelhante ao que tenho guardado no meu cabelo e ascendia a brasa, A BRASA, A BRASA! Oh, que perigo aquela imensidão de fogo e cores maior do que eu em meu próprio quintal! Naquele momento eu não esperava nem frações de tantas outras brasas pelas quais passei desse dia até aqui. Ah, um estalo de saudade me faz perceber que essas brasas são necessárias, para que despertemos para muitas coisas .. como de fato acontece!
Ah, opostas brasas, inimagináveis.. ainda bem que nesse tubo energético que é o tempo eu sempre contei com a surpresa da descoberta! surpreender-me, a cada momento.. essa excitação do que ainda está por vir, das muitas labaredas que eu nao imagino ascender por ora.
O fogo é intenso, colorido e abrangente, e da palma das minhas mãos eu tenho uma fonte dessas, que eu carrego comigo por todas as viagens de balão que o Papai Noel há de colocar na minha frente no decorrer do tubo energético.