Senhoras e Senhores, trago boas novas!


No interior dessa marina, morada de velhos barcos experientes e cravejados, um banco para que eu me acomode e despeje palavras e sentimentos que, no ritmo das ondas, são de uma existência cordial.







segunda-feira, 28 de abril de 2014

Desabafo após um banho de cachoeira

A curiosidade brota nas horas mais (im)próprias. Sede de tudo mesmo consciente do vazio que lá existe, o que prefere ser maquiado na mais explícita falta de conhecimento que se poderia imaginar, num constante convencimento sobre o que não se sabe, e mal se quer saber.
Observo, sinto e aprendo com a energia aflita que brota.
A imparcialidade e a falta de intensidade sobre o curioso... ah essas não me entram na cabeça; Talvez porque a certeza é pouca, mas a vontade de alcançar as possibilidades é gigantesca.
O que seria eu, sem essas incertezas?  A resiliência me permite sonhar sempre, e é isso que alimenta o meu viver, o que me desgasta e o que me alavanca.
A pontada no coração, a boca do estômago fervilhando, a brusca necessidade de algo que supra esse processo me indicam que essa intensidade e essas dúvidas sobre as definições me fazem vibrar por inteira, em ambas as esferas: física e espiritual.
A soltura de ser fiel aos impulsos que me constituem, de sorrir de forma solta, sentir pulsar o mundo inteiro, chorar para inundar os poros e sentir prazer estonteante poupam a hipocrisia de sobreviver e assistir aos fatos como espectadores medíocres.
O equilíbrio sobre a positividade proveniente da nossa proteção, e a negatividade da ala dos sugadores é o dever mais implícito, o foco de toda a vigia que possa existir.
Aos que definem, sugam e desejam furtos energéticos, esses não fazem parte da minha levada. Eles acham que fazem...mas a essência já teve seu trabalho em afastar essas concentrações de atraso de vida, de retidão e de covardia.
Saber entrar e sair de cena tem sido a arte da minha vida, na caminhada árdua da rotina e nas minhas viagens.
A janela do mundo é instigante, demanda atenção na abertura dos olhos para o que se conquista, para o tipo de arte que se constrói com cada existência. Sigo aprendendo a tênue relação em desejar e oferecer, na sublime sinceridade de exercer sem maiores programações...