
Óh, depois de alguns dias ao abandono.. venho aqui expor mais uma descoberta reforçada ao acaso e destino.
Dia doze de Julho, última segunda feira embarquei numa aventura além de deliciosa, de aprendizagem espiritual.. Umas três trocas de roupa nos alforjes (bem apertadinhas), câmera fotográfica e nada muito além disso foram as bagagens para essa viagem até São Tomé das Letras e São Lorenço, em Minas Gerais; e o mais curioso, sob uma motocicleta potente e a companhia mais que sábia do meu saudoso e esquisito pai!
Estrada adentro, a cada quilômetro a paisagem tomava conta do meu coração, e um filme ia transcorrendo na minha cabeça, uma verdadeira reflexão de todos os rumos e ramos existentes na minha idéia se aconchegando em gavetas imaginárias enquanto que o cenário era de verdade!
De verdade não querendo dizer sempre bonito, de pessoas belas e bem arrumadas, mata verde e estradas bem asfaltadas... a intenção aqui é apenas salpicar o que é impossível passar a quem não estava lá, ocupando o meu lugar nesses dias.
Foram dias excêntricos que não me farão detalha-los aqui.. mas sim o ápice! Foram dias de verdade, de vida de fato e não o passar das horas dessa mentira de vivência no qual estamos acostumados. A sensação de sentir a natureza ali, concreta a me chamar para fazer parte do todo, me envolvendo na entrada e saída de ar nos pulmões com uma calma intensa, a aproximação da ponta dos meus dedos ao céu como se mais um degrau me fizesse parte dele e o revigoramento do meu ser me apresentam a conclusão de que sentir orgulho de viver é isso!
As palavras são incentivadas a sair pela boca pensadas e a tranquilidade da frequência cardíaca a se equiparar com o ritmo natural fazem um estímulo à chegada da verdadeira paz!
A verdade, agora de volta a mesma marina, é maquiada! A sensação dessa descrição ainda me faz, de mentira, voltar um pouco..
À presença mais que especial do meu pai ao meu lado, acompanhando e vivendo o mesmo flerte de emoções e sensações confirmavam que aquilo sim era verdade, ou algo que muito se aproxima. Cada ensinamento que nos era permitido fluía, e desses dias nao esqueço jamais.
Todo esse cenário foi primordial, e talvez sem ele não teria atentado ao ato da existência de um espaço interno e externo de encontro com a paz..
Da janela dessa marina a vista já não é a mesma.. talvez mesmo longe dessa atmosfera, a aqui presente possa ser reportada ainda que no espírito.
Só tenho a agradecer ao universo por me permitir fantástico encontro comigo!



