Senhoras e Senhores, trago boas novas!


No interior dessa marina, morada de velhos barcos experientes e cravejados, um banco para que eu me acomode e despeje palavras e sentimentos que, no ritmo das ondas, são de uma existência cordial.







sábado, 17 de julho de 2010

Encontro


Óh, depois de alguns dias ao abandono.. venho aqui expor mais uma descoberta reforçada ao acaso e destino.

Dia doze de Julho, última segunda feira embarquei numa aventura além de deliciosa, de aprendizagem espiritual.. Umas três trocas de roupa nos alforjes (bem apertadinhas), câmera fotográfica e nada muito além disso foram as bagagens para essa viagem até São Tomé das Letras e São Lorenço, em Minas Gerais; e o mais curioso, sob uma motocicleta potente e a companhia mais que sábia do meu saudoso e esquisito pai!

Estrada adentro, a cada quilômetro a paisagem tomava conta do meu coração, e um filme ia transcorrendo na minha cabeça, uma verdadeira reflexão de todos os rumos e ramos existentes na minha idéia se aconchegando em gavetas imaginárias enquanto que o cenário era de verdade!

De verdade não querendo dizer sempre bonito, de pessoas belas e bem arrumadas, mata verde e estradas bem asfaltadas... a intenção aqui é apenas salpicar o que é impossível passar a quem não estava lá, ocupando o meu lugar nesses dias.

Foram dias excêntricos que não me farão detalha-los aqui.. mas sim o ápice! Foram dias de verdade, de vida de fato e não o passar das horas dessa mentira de vivência no qual estamos acostumados. A sensação de sentir a natureza ali, concreta a me chamar para fazer parte do todo, me envolvendo na entrada e saída de ar nos pulmões com uma calma intensa, a aproximação da ponta dos meus dedos ao céu como se mais um degrau me fizesse parte dele e o revigoramento do meu ser me apresentam a conclusão de que sentir orgulho de viver é isso!

As palavras são incentivadas a sair pela boca pensadas e a tranquilidade da frequência cardíaca a se equiparar com o ritmo natural fazem um estímulo à chegada da verdadeira paz!

A verdade, agora de volta a mesma marina, é maquiada! A sensação dessa descrição ainda me faz, de mentira, voltar um pouco..

À presença mais que especial do meu pai ao meu lado, acompanhando e vivendo o mesmo flerte de emoções e sensações confirmavam que aquilo sim era verdade, ou algo que muito se aproxima. Cada ensinamento que nos era permitido fluía, e desses dias nao esqueço jamais.

Todo esse cenário foi primordial, e talvez sem ele não teria atentado ao ato da existência de um espaço interno e externo de encontro com a paz..

Da janela dessa marina a vista já não é a mesma.. talvez mesmo longe dessa atmosfera, a aqui presente possa ser reportada ainda que no espírito.

Só tenho a agradecer ao universo por me permitir fantástico encontro comigo!

sábado, 10 de julho de 2010

Respeitem meus cabelos brancos

ou os que um dia ainda serão!

Caminhando a longos passos, na tranquilidade, sentindo o ar invadindo meus pulmões eu ia sem um rumo definido! Já era noite... noite contente!

De repente toda aquela melodia foi cortada por um conjunto de três palavras e um ponto de exclamação vomitadas com desdém! Um filho da puta, provavelmente também filho de Deus e desconhecido que ouvia "música" em um carro moderno em um box de posto de gasolina rodeado de imbecis diz em alto e bom tom: "EXISTE CHAPINHA VIU!", orgulhando-se do comentário perante aos outros otários e otárias que o cercavam.
Hahahahahahahahahahahahahahahaha É, foi engraçado num primeiro momento! Eu andava com um pregador de roupas na cabeça de presilha, afinal o pregador é muito mais funcional!
Automaticamente, uma fiel escudeira que se encontrava ao meu lado levanta sua mão direita na altura do peito e mostra a ele o dedo do meio, logo seguido de um xingamento que deixou todos os medíocres sem ação. Eu mais ainda, fiquei quieta mesmo que meu cérebro estivesse fervilhando de opiniões e sugestões.. Cada um com seu gosto, não?
NÃO!
Isso seria válido até o momento em que o comentário teve como fundamento uma agressão..Que as 'negas dele sim são obrigadas a passar chapinha naqueles cabelos cremosos que esse tipo de cara costuma gostar eu tenho certeza, mas o meu cabelo até com um pregador é natural, do jeito que nasci e do jeito que o admiro, sem nenhum ferro de passar roupas killer de fios!
Não dei importância, afinal hoje pela manhã a primeira coisa que fiz ao acordar foi prender o cabelo com o pregador para tomar meu café da manhã, ainda que sem a aprovação da minha mãe, consumista de artigos e acessórios para a beleza e contra o meu querido pregador!

Nem ideal muito menos correto, apresento-lhes o meu cabelo na foto lá em cima, que é especial por ser meu!


quarta-feira, 7 de julho de 2010

Leite mau na cara dos caretas!

ahhh, saudações entusiasmadas! E nesse pique vou dando continuidade aos escritos, amontoados sobre o banco tornando-o pequeno em meio a essa confusão de papéis que estou dividindo o espaço sentada agora!
Eu não me importo, e sei que é de minha natureza a confusão! Já dizia meu pai que na maternidade, quando todas as outras crianças resolviam se acalmar, eu puxava o coro de choros frenéticos e só então voltava a movimentação agradável ao meu mundo. É, movimento é a chave de toda a minha existência; movimento de conceitos, de conclusões, de músculos, cordas vocais, amores, músicas, cores, conhecimento e energia...
Respeito os meus instintos, minha forma e conteúdo incerto! Eu gosto do respeito, ainda que as vezes falte um pouco com respeito com os caretas de uma forma global!
Ah, quanta minúcia nessa palavra, nomenclaturar caretas já é uma atitude careta! Não é esse o ponto que quero chegar... talvez começar do fato que quando eu me refiro a careta, quero dizer àqueles não detentores da minha admiração.. aos que criticam covardemente a coragem alheia, todos os verbos de ação que levam a felicidade e por fim têm suas faces craqueladas de uma hipocrisia endurecida numa careta cheia de rugas!
Já dizia a mestra Gal Costa "..Êê, Dona das Divinas Tetas, Derrama o Leite Bom na Minha Cara, E o Leite Mal na Cara dos Caretas.."
Essa falta de alegria nunca me tomou por completo, mesmo que eu passe por dias de puro baixo-astral, alien que sou!
Chacoalhar o universo como um chocalho de fios nobres de alguma fibra raríssima do Pajé mais ancião do mundo me faz perceber que nós humanóides somos capazes de tanto, mas tanto, que eu tenho vontade de realmente afogar os caretas em um leite de força, de Sol e de luz para abrir-se a janela mundial para o alcance!
E para encerrar essa injeção de fluido transcendental, duas palavras de uma alquimista psicológica ultra-romântica Isabela Olmos : AVANTE, MUNDANOS!

A Minha Vontade



estar lá embaixo na companhia de lenços coloridos e nada mais.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Sublime e certo


Na frequencia real é assim.. um dia de plena incerteza, o hoje, exatidão!

Eu hoje acordei num ritmo leve, como esse aqui presente no ambiente que me observa a desabafar...

Todo movimento fluia, assim como as idéias na minha cabeça! Eu levava a mim mesma a todos os lugares possíveis e impossíveis com a certeza de fazer o certo.

Os morangos, companheiros de todo o meu dia, surreais... eram verdadeiros desenhos, suculentos e felizes.

Sem entrar no mérito dos afazeres diários e decorrentes, hoje aprendi um milhão de anos de ensinamentos apenas por dividir os morangos com a minha alma, de fato! Talvez eles já quisessem estar ali antes, ou nao! Importante é que o universo possibilitou sublime encontro.. e para todos os lugares que minha mente me levou nessa tarde, os morangos fizeram parte do momento mais real e verdadeiro, o retrato da simplicidade de novo e mais uma vez estampado na minha frente...

Boa noite, e um morango para você!

domingo, 4 de julho de 2010

Ambíguo

A sensação de todo o dia foi o retrato da observação. As horas passavam como radiação, e eu parada diante de todo um sistema complexo de vida acompanhando apenas no olhar.
O tempo parecia correr e parar, e eu com o pensamento, na espera do momento em que me encontraria aqui, quieta, sentindo o silencio barulhento da natureza.. pra tentar entender esse caule aberto em um milhão de partes e possibilidades que se instaurou durante todo esse dia.
Na solidão, e só assim, é que nos deparamos com os fatos e temos a oportunidade de analisarmos cada pequeno pedacinho de sua construção. Hoje, e somente hoje que já tem gradativo fim, nao quero mais saber de perguntas... Sentada no mesmo banco, eu nesse momento tenho minha mente aberta pra absorção totalitária de energia positiva vinda de todas as divisões mundiais, e a todos os questionamentes que eu, na minha presença e só desenvolvi hoje, traço como respostas minhas metas de experiências futuras.
Ao envergar de todas as colunas, às lâmpadas que se apagam e às pálpebras que relaxam e no ritmo da chuva fecham estico um grande retalho de tecido composto de paz e sensações de tranquilidade, pois refletem o meu desejo puro para esses segundos finais..
Certas coisas exigem paz de espírito para serem desmembradas, e o tempo só se permite ser controlado àqueles que detém seus próprios controles.
Deixo aqui um resquício de experança por tudo o que vem...

sábado, 3 de julho de 2010

O corte da fita vermelha


Boa noite, navegantes.
Guardadas num lugar muito remoto dessa marina, sob o meu banco organizo a tesoura e essa nobre fita vermelha um ao lado do outro, como harmoniosos artistas prestes a entrar no palco. Sim, em dia de estréia a tensão vem a tona!
O interessante é que vivemos frequentes estréias, ainda que despercebidas..
Nesse lugar em que vos falo, onde habito e de onde tiro minhas inspirações de tais palavras é palco de uma estréia cotidiana. A começar pelo frescor da grama, pela ansiedade do verde em saber da chegada do Sol.. as ondas mansas se incluem, o vento começa a fazer parte do cenário assim como o primeiro raio de Sol cria expectativa de todo o conjunto. Mais um dia começa! De outros detalhes adicionais, deixo-lhes a imaginação incumbida para suas conclusões, nas futuras ocasiões em que nos pegaremos sentados lado-a-lado nesse velho banco de madeira antiga, que a tinta branca ja cansou de se apegar e que por destino marítimo é lançada à grama no ritmo natural da existência. Já que ja iniciei, termino aqui o convite .. o banco será sempre palco de um espetáculo magnífico compostos pelo mar, por clorofila e por sentimentos mil, e a presença de todos em qualquer momento em que julga-se necessária essa fuga é mais do que bem vinda. Aqui me despeço dessa breve apresentação, na presença da tesoura e da nobre fita vermelha que me acompanharam hoje e me acompanharão sempre nas estréias em que o destino me reserva, e no agradecimento por nesse momento eu poder ver a lua e ter sentido o dia de hoje como mais uma estréia bem realizada. Inauguro aqui uma velha relação de abertura do mundo com essa velha marina...