Senhoras e Senhores, trago boas novas!


No interior dessa marina, morada de velhos barcos experientes e cravejados, um banco para que eu me acomode e despeje palavras e sentimentos que, no ritmo das ondas, são de uma existência cordial.







sexta-feira, 23 de dezembro de 2011


Poema de Tom Jobim - Chapadão





Enquanto não faço minha casa, devaneio nas possibilidades 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

SÉRIE "CONTHUMCONTO" estreando com: MARVIM I

   Marvim chegou agora, correndo todos os perigos noturnos desses dias modernos pra chorar um pouco!
 Aos poucos que lhe conhecem, desfrutam de sorrisos de canto por saberem que não é de nenhuma dificuldade ter contato com suas lágrimas... mas ele divide esse momento porque é de extrema fragilidade.
   Felizmente ou não, carrega uma intuição de descoberta de sentimentos escondidos, e por mais soterrados ou disfarçados por ele, uma hora brotam o atordoando. Buscar o conforto de todos os habitats, a acomodação das palavras em assentos fofos e até mesmo hipócritas, deixar de gozar de facilidades em prol dos outros e  acabar a noite nessa corrida deslizante de lágrimas. - Pra Que!? ele se pergunta sem trégua.
   Ele se senta no banco e desmorona procurando acalmar-se, e reorganizar as idéias na cachola. Tanto esforço, voluntário da sociedade, oferece palavras aos sofredores, inventa teorias para normalizar os problemas dos outros, se prejudica com sorriso no rosto, faz de sua coluna tapete de chão por olhares piedosos, e acaba na chuva de noite, com insetos tirando-lhe o sangue das canelas e com lágrimas umedecendo ainda mais o cenário cheio de lodo e molhado.
   No fundo, lá, bem longe, ele sabe que não tem como mudar, e que ganha algumas vezes por seu jeito majestoso; mas hoje é dia de revolta! Tantas possibilidades passam-lhe à cabeça, imediatas soluções cavernosas para sua raiva por nada dar certo. As pessoas são cruéis, e sair ileso talvez signifique que ser cruel conforta; porém ainda naquele fundo ele ainda agradecia por saber que sua raiva era finita, e então perder-se-ia em pensamentos longos.
   Fadigado, com os músculos da face doloridos e grandes bolsas inchadas embaixo dos olhos, ele se deparou com a hora, e a única coisa que conseguiu pensar foi o que pronunciou sussurrando: " Não deve ser á toa que o Universo tenha me construído assim. Fui sinônimo de AMOR entre dois adultos que se conheceram e deram origem a mim; tropecei, e de agulhas enfiadas na carne dissolvidas em todas as experiências, aprendi (agora com o coração livre de peso) que é muito mais válido que momentos atordoados sejam repentinos para os de livre alma como eu, do que momentos repentinos de paz em meio à tanta raiva aos que não conhecem a paz".
 A satisfação de ser feio, desengonçado e exótico fazia dele o mais feliz depois de toda essa avalanche de desabafo. Levantou-se, devagar, limpando a poeira  da roupa molhada, e com passos largos chegou em sua casa, quieta e aconchegante como sempre. Banhou-se em água muito quente descendo com pressão do chuveiro, como se levasse toda aflição e mágoa ralo abaixo. De pijamas e pantufas, alimentado, perfumado e relaxado, estendeu-se sobre a cama numa expressão de merecedor, e seus olhos cerraram-se para mais uma noite tranquila.
                                                         

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Do firmamento ao chão


(Retrato Pra Iaiá- Los Hermanos)
RRRRRRRRRRRRRRRRRRRespeitável público, saltitando com minhas botas surradas nessa lama infinita, vim correndo, fazendo questão de afundar bem o pé em cada poça pra que sujasse bastante! Com uma vitrola protegida da chuva e muitas surpresas musicais, resolvi dar o ar da graça e respirar em paz por aqui!
Não que eu não tenha um milhão de papéis me esperando para serem vistados, escritos, lidos e relidos, ou não tenha muitas tarefas que pretendem me segurar na frente da tela do notebook por horas.. mas a minha parte bucólica falou mais alto e meu sorriso no rosto demonstra a satisfação do meu coração. (A Malucada Pirou- Ventania)  No caminho pra cá, fui trombando aqueles que não têm medo da chuva e que conseguem apreciar cada pingo e seus encantos... (Se O Caso É Chorar- Tom Zé) e também aqueles que sofrem com cada pontiagudo pingo que caía sobre suas peles e suas expressões dilaceravam dor: me pareciam sofrer de amor.
Antigas damas a analisar pelas grades trancafiadas, notas musicais sussurradas, nostalgia de antigos carnavais que vão embora com o fluxo da chuva nas guias pelas ruas afora.. Ah o tempo, como passa! Mas não me prendi nisso! (Seven Nation Army- White Stripes) Meu coração palpita mais a cada passo e meus cabelos vão cada vez mais se adaptando à condição...  uma medusa da nova geração sem muito arrependimento. Andei conhecendo tantas novidades ultimamente que acho que todos os dias serão assim, porque dificuldade só se encontra quando estamos fracos e tristes perante qualquer coisa, (Waka Waka- Shakira)  e pelo menos hoje sem pensar na minha inconstância nenhuma parte de mim tem abertura para aflição! Estou no estopim, no ponto ótimo de todos os aspectos que me rodeiam, com muitos problemas pra resolver e com muita vontade de ir pra cima e conquistar leões no grito. (All Star- Nando Reis)
Gosto de poder falar aqui, criar eco nas palavras, gritar e cochichar e sentir-me compreendida pela natureza.. e até desabafar o que me falta coragem, porque um corpo grande representa muito mais espaço pra sensibilidade  habitar. E, quando aquela sensação de solidão se aproxima, unida àquela (Walking on a Dream- Empire Of The Sun) vontade de abraçar uma nuvem e hibernar por pelo menos seis meses, eu me recordo dos sorrisos que ganhei das pessoas que eu amo, das minhas visitas aqui na marina, dos olhares encantados, das praias que descansei meus pés, das palavras amenas, da vontade de estar junto, amizade e aquele estar lado a lado que tenho tanto orgulho de acolher e oferecer aos meus, porra!   Com o perdão da palavra, mas quanta alegria!(Vaca Profana- Gal Costa) ...
(My Girl- The Temptation) Vou aproveitar e tirar um cochilinho por aqui mesmo sempre tentando adivinhar qual a próxima canção até que alguém me recorde que hoje ainda tenho que voltar, por um chamado no celular, se o frio apertar ou a hora que meu corpo quiser despertar...

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Sem neurose 'com grilo, na tranquilidade tranquilo

No caminho pra casa, por algum motivo que talvez eu saiba algum dia surgiu "Lindo".
Imponente, já conseguia ver seu brilho de longe dentre os vários outros irmãos que o rondavam; Engraçado como são as coisas.. passara por aquele lugar tantas vezes e já havia me chamado atenção, não a ponto de me fazer parar mas hoje era o seu dia: vinte e quatro de Outubro de dois mil e onze, no entardecer desse dia de horário de verão de céu colorido e calor.
Tenho dias em que toda a graça dos sorrisos as vezes passam despercebidas, cansam ou substituem-se por mais silêncio, observação e sensibilidade decorrente. Dentro do meu organismo cósmico os sentimentos entrelaçavam-se como a mistura dos gases de um pulmão humano, e no caminhar comum me deparei com um casal dono da redoma do Lindo e de sua família. Alegres com os poucos dentes podres que restavam em suas bocas, sujos, com as roupas com pequenos rasgos, alegres, pele do rosto oleosa, olhos vermelhos, fedidos, apaixonados um pelo outro e alegres também!
Passaram-me sem saber uma força que não consegui não parar pra acompanhar aquilo de perto; logo fui perguntar sobre aqueles lindos grilos cheios de detalhes e histórias implícitas, e já logo fui surpreendida com o convite de escolher qualquer um daqueles vários que estavam expostos ali, tão perto do chão e da rua. O preço? ah, eu quase que nem me lembro dele, e por mais que o homem dissesse que o troco viria rápido do bolso furado de sua amada eu não tive outra reação a não ser oferecer esse troco de coração pela contemplação da cena. Durante minha escolha, o Lindo até então sem nome me escolheu. Ele estava lá na frente, tinha acabado de ser feito, e suas antenas mexiam levemente com a brisa suave que se concentrava na esquina; a mulher orgulhou-se por ter acabado de confeccioná-lo e já ter de se despedir tão rápido... mas aconchegou-o no meu braço com muito carinho. Uma forte energia me invadiu, com pensamentos de que aquele grilo sim teria uma bagagem muito rica, com histórias boas e ruins mas abundantes pra contar, e fazia parte agora dos meus cuidados (Nessa hora eu já sabia que presentearia certa pessoa com ele). Questionei a mulher: -E o nome dele? Você que fez, têm de dar um nome à ele! O homem arriscou um "Dino" meio sem pensar e a mulher com uma careta misteriosa pensou por certos segundos repetindo o suposto nome e não mostrou agrado com um "Não, Dino não!! Ele é o... ... ... o Lindo!". Olhou com o maior carisma do mundo pra ele, pra mim depois, e disse... "o Lindo! Ele guarda segredos, e não conta pra ninguém. Você pode falar o que quiser, nem pra sua amiga ele vai contar!"
Eu, com ele apoiado no braço agradeci, desejei boa sorte e fui embora, pensando no tamanho da minha intenção em transmitir tudo de bom que o Lindo me ofereceu naqueles segundos que passei por aquela esquina.
Sei que ele tinha que aparecer pra mim hoje, e sei também que ele continuará com toda a sua elegância a prorrogar sua fidelidade e beleza à quem vou presentear.. que há uma altura dessas já se identificou!
Apresento-lhes o Lindo! Boa noite!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Pensamento do dia 31

Ao som das cornetas brasileiras animadas, um sono sorrateiro e o coração transbordando lembrei-me da falta que me feriu com ponta de lança aguda um passeio por entre a natureza, minha natureza exteriorizada nesse recanto. Já é noite e o som das ondas tenta me acalmar como se quisesse me proteger de toda a avalanche que vem junto das buscas mundanas; Óh, quisera eu algum dia poder perder um oitavo de toda a minha interdependência da busca mundana, nao é esse o intuito que tive por ora. Blá Blá Blá, estruturar a vida acadêmia rumo ao gesso do sórdido profissionalismo esquecido, exames frios que não avaliam nada, papel e mais papel pro lixo e conhecimento dissipado... BINGO! Talvez o conhecimento nao exista concreto e sim dissipado, e me cabe alcançá-lo com meus próprios métodos.
Enfim, largando meu pensamento paralelo, definitivamete não saí nessa noite de vento frio cortando minha pele para bradar avalanches profissionais ou cotidiano comum; vim bradar o amor, o raro amor! Sim salabim, o amor me trouxe até aqui pra bradar sua presença e a sua consequente alegria transbordante. Conheci o protagonista dos meus dias no momento em que menos pensava em nada semelhante e fui pêga de surpresa, sendo levada e atropelada dia após dia por conceitos antigos e inválidos e cordialidades até ali inexistentes pra mim; até ali. Meu ego massageado por todo aquele cenário ia levando como quem não quer nada, e quando parei e me olhei no espelho estava totalmente dedicada ao amor, e espontâneo sentimento me traz aqui pra desabafar com os poucos graus desse fim de noite que com amor a vida vale a pena!
A luz dos meus olhos tem nome, família e me acompanha em todos os lugares do mundo aconchegado nos sofás do meu coração. Recomendo-lhes o amor, pra que comecem a viver de fato. Sem ele, nada existe além da ilusão dos dias passantes...
Boa noite!

domingo, 5 de junho de 2011

São tempos de enxergar!

Um, Dois, Três, Mil, Infinitamente interminável; somos personagens vulneráveis das situações.
Andei deixando de lado na freqüência alucinante dos dias meu íntimo mais profundo, lugar de controle, música, alegria e paz. Alimentada cada vez mais de utopias, meus dias andavam presos, como um pássaro na gaiola que é observado e admirado por muitos, mas que nao reflete alegria, muito menos beleza. E de que valem sorrisos amarelos? Estar um pouco apaixonado? Ou um pouco feliz? Vesti a camisa da opinião, andei enxergando que o mundo só consegue ser belo quando nos conscientizamos que enxergar é necessário; ter coragem para enxergar e fazer escolhas!
Iluminada por algum corpo celeste, pelo universo ou por uma crença ainda por mim desconhecida, eu estou cercada de pessoas que tive coragem de escolher, de conquistar, de manter comigo e de abrir meu coração para que fizesse parte de minha vida e vice-versa; descobri que eu não sirvo pro que não é de verdade, porque aqui dentro do meu coração existem muitas raízes criadas com muito carinho pra que qualquer mentira disfarçada invada e bagunce.
Através do vento inalo cada vez mais fatos de formas diferentes; a maturidade que vem, bem aos poucos, me mostra que o mundo é muito mais difícil ao colocar o nariz para fora da janela de casa, mas que o tempo não conhece segundas chances, que se eu não criar coragem ninguém criará por mim, e aproveitarão para passar por cima como uma forte tourada para agarrar toda oportunidade não enxergada! É tempo de enxergar, quem são as pessoas, quem são os corações escondidos através da formalidade, do interesse, da maldade. É tempo de adquirir acessórios, lentes, óculos, ou qualquer coisa que o valha para ampliar a visão. Eu descobri o que é o amor, pela vida e pelas pessoas; e o mais importante e difícil , motivo das minhas lutas diárias, que por "acaso" acabou de ser reforçado pelo meu pai que surgiu do meu lado e tocou no assunto assim, do nada, que é o respeito por aqueles que estão em outro nível de lentes, de óculos, e de compreensão... aqueles que enxergam de formas diferentes, não erradas ou maldosas, apenas diferentes. Respeito, engolir a revolução que pára na ponta da língua para baixarmos o nível e expelirmos todo o nervosismo automático, humildade de calar a opinião se contrária a opinião de outrem, de mais idade, de mais experiência, de menos experiência, ou o que seja.
Descobri que ninguém morre por passar vontade, e que os fatos existem e o que me cabe é escolher a forma como passar por eles. Só tenho a agradecer por todos que estão do meu lado agora, e por aqueles que sempre estiveram, por cada contribuição de minhas lentes e discernimento. Não sabem o valor que representam. Declaro aberta a temporada de enxergar...

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Meu sorriso equilibra toda tristeza e energia ruim que tente se aproximar!
Minha alegria ganha forças muito maiores do que qualquer tipo de mesquinharia corriqueira; a força que criei e venho criando só aumenta.
Pela paz e pelo amor vou agindo com o coração, praticando o bem, sentindo saudade dos que fazem parte de mim, mente tranquila! Cada escorregão me motiva, e arrependimentos servem pra que o aprendizado seja cada vez mais válido.
Colocar a cabeça no travesseiro toda noite e descansar, simples assim! É uma pena que alguns nao saibam o que é isso... recomendo a paz de espírito!
Viver de restos não é bom!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Eu gostaria de entender as coisas!
O que é um sentimento? Concretização de uma energia benéfica? maléfica? Desmoronamento de pilares mal construídos.. quiçá um sorriso?
Gostaria de entender a relação de tudo e de todos como uma única bola maciça e suas ranhuras ..
O Sol, as fontes de vida, tipos de reprodução, correntes de marés, psicológico humano derretido, vícios e dependências, aflição...
Esperar o tempo passar e suas exceções..
Eu estava andando com a cabeça aqui, onde nos encontramos neste instante.. nessa marina, velho palco de lamentações alegres!
Eis que surge de dentro do meu coração uma vontade de decifrar as vontades.. vontade de gritar com a voz rouca pra fugir do convencional, nao forçar um sorriso ao velho desprovido de senso que dividi o banco do ônibus, de dar um tapa na cara dos covardes enquanto estereótipo, sorrir para os deficientes...
(BATE A PORTA DA MARINA, OXIDADA PORÉM FORTE COMO NÃO SE CONSTRÓEM TANTAS E NEM SE ACHAM TÃO FACILMENTE...)
Apenas aquieto-me para entender.. pausa nessa euforia.
Tenho contado com o mar para acalmar os dragões de komodo habitantes de minhas veias disfarçadas; melhores momentos do dia
A força vem da nossa criação, e eu é que nao aguardo a boa vontade, nem a má vontade dos corpos humanos. O que é meu está na minha redoma.
Ainda bem!! Sobrevivo felizmente na saúde, carnaval e dragões respectivos de merecimento.
Ao pegar um galho seco, pedi desculpas por te-lo quebrado sem intenção.. talvez o consumismo seja ainda mais aceitável dentro deste ciclo.
Estou seguindo os dias... e as noites... e os dias... e as noites.. com muito mais fundamento camuflado, com a saudade que ronda meu corpo inteiro, com os motivos de minha autoria...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Cálice- Chico Buarque

Tem dias que nasço artista e morro na mesma, sem perder o humor !!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Baltasar e eu numa tarde


O som não sai da minha cabeça! Mantenho-o.

A fuga não será um fraco modo de desespero da falta de experiência, será a réplica de séculos fechados em mausoléu, da carência de iluminação por adaptações cognitivas acomodadas no passar dos dias..

Caminhar por entre trilhas, diversas; Mergulhar (de início, o uso de metáfora para relacionar a prisão tecnológica na qual recorro agora para esse texto) no silêncio e arrecadar forças para dividir as frações de tempo na mais complexa das companhias, lidar com seus próprios chakras, controlá-los...

Nenhum controle é válido! A partir desse ponto tenho em mim a plena convicção que por vertentes brancas seguirei o caminho para alcançar a paz! Sem convenções, sem tradições..

A tradição não é nada além de seres vitais funcionais defendendo o que não sabem sem propósitos resultantes...

A comunicação artificial nos faz grandes, grandes homens de lixo, pura merda compacta! A comunicação de fato é a essência dos contatos, fundamento para a evolução que nasce da pura vontade e não da falsa pose.

Eu hoje li uma frase que dizia que devemos modificar os fatos se estes não estão de acordo com a teoria ou algo bem parecido com isso, passando a mensagem de que alguém algum dia pôde experiementar e chegar a conclusão concreta em uma dúzia de palavras, e nós devêssemos apenas ouvir e agir de acordo se quiséssemos obter sucesso e felicidade.

Não há mais tempo para a perda! Sempre gostei de estopins porque me retratam... assim sem pensar, agindo com o coração na maioria das vezes errado. Me retratam!


Felicidade provém de vários conceitos individuais. Vem do equilíbrio da realidade inexistente junto dos pés no chão, do dente ausente da boca pobre junto do cônjuge na foto de recordação; vem das ondas do mar que molham e afundam o peso material que é abraçado pela areia mole; da leveza de ir e vir em nenhuma companhia, da leveza de ir e vir com todas as companhias; vem da coreografia espontânea dos músculos do corpo quando se ama e do psicológico que tenta sem conseguir achar resposta para mudanças e alegria inusitadas; vem da sujeira despreocupada em prol de dois minutos de satisfação junto da limpeza que irá renovar a sujeira saturada... Felicidade é não pensar nela e sim sentí-la sem buscá-la.. obtê-la de fato sem nenhuma teoria, absorvê-la com a quase certeza de reconhecimento.


Revoltas tornam-se pequenas como no começo desse texto quando a felicidade envolta em grandes mistérios entra em cena; quando nos sentimos muito calmos temos o costume de inventar revoltas.. qual será a origem desse gosto rebelde por conflito? Ele existe e tem seus motivos, dividimos espaços com milhões de outros tais conceitos individuais de felicidade, na maioria das vezes fechados para compartilhamentos.. Mas se não apresentam resultados, mudanças, tornam-se falta do que fazer! Tradição, suja e porca tradição de mostrar para os outros falsas revoluções!

Para solução de grande escala começo por mim, o que já não me parece tão fácil "arrumar"... Força com convicção eu nunca vou negar pelos meus motivos, por amor a todos os seres humanos que me cativaram e que me despertarão durante a minha vida que as vezes tenho a impressão de que não será longa. Força e convicção na defesa da solução, paz e amor para contemplar os dias! Por ora eis minhas gotas de chuva! Deixo-lhes agora na compahia de Baltasar, meu fiel escudeiro da foto acima, sábio, de olhos gulosos e mestre em saber ouvir.. Está um pouco turvo de propósito, muitos de vocês entenderão sua funcionalidade..

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Foi na noite passada, quando na variação das horas e pensamentos, me dirijia sem parar para os mais diversos cenários; neles eu encontrava pistas, numa caça ao tesouro inexistente que me oferecia dicas de minha própria autoria, solução da problemática ausente, hobby exótico. Ah como são corriqueiros nossos passos à marina, que agora mudou de endereço físico... mas não de intenção.
Eis que numa reunião de palavras acumuladas de alguns dias, achei um comprimido sobre o banco branco, compressão forte de tempos corridos desmembrados em:

"A força a mercê de peneira
Vivo dia-a-dia, passa o ano.
Tudo na mais inflamada alergia
Ao vento mentiroso e boêmio,
Eis minha garantia.
Não preciso de nada, nem de tudo.
A medida preparada
Chicoteia o encômodo sem a hora da chegada.
O encômodo é forte alvorada;
Um reforço de que nao sou nada,
Nenhuma das alternativas anteriores me convencem.
O zumbido forjado de contato é invenção,
Alucinação que habita o fundo, bem o fundo do coração,
Que tão novo já presencia escuridão.
Guantanamera não nasceu canção!
Rimas são patéticas,
Balela da sobra de tempo.
Um cigarro, o consolo não existe.
Quem larga o apertado aperta o largo e chega mais rápido;
E eu continuo não sendo nada..."


Falta, a falta do inexistente acaba por nos deixar assim, cutucados pela verdade de uma simples reunião. Temos a suja mania de desmembrar as coisas, e ficamos assim, falsos astutos com qualquer tipo de reunião.
Aproveitando o momento deslizante e instável eu me despeço .. a agradecer pelo Sol que tenho presenciado nos últimos dias, verdadeiras telas de qualquer ângulo, especialmente da marina.
até breve!