Foi na noite passada, quando na variação das horas e pensamentos, me dirijia sem parar para os mais diversos cenários; neles eu encontrava pistas, numa caça ao tesouro inexistente que me oferecia dicas de minha própria autoria, solução da problemática ausente, hobby exótico. Ah como são corriqueiros nossos passos à marina, que agora mudou de endereço físico... mas não de intenção.
Eis que numa reunião de palavras acumuladas de alguns dias, achei um comprimido sobre o banco branco, compressão forte de tempos corridos desmembrados em:
"A força a mercê de peneira
Vivo dia-a-dia, passa o ano.
Tudo na mais inflamada alergia
Ao vento mentiroso e boêmio,
Eis minha garantia.
Não preciso de nada, nem de tudo.
A medida preparada
Chicoteia o encômodo sem a hora da chegada.
O encômodo é forte alvorada;
Um reforço de que nao sou nada,
Nenhuma das alternativas anteriores me convencem.
O zumbido forjado de contato é invenção,
Alucinação que habita o fundo, bem o fundo do coração,
Que tão novo já presencia escuridão.
Guantanamera não nasceu canção!
Rimas são patéticas,
Balela da sobra de tempo.
Um cigarro, o consolo não existe.
Quem larga o apertado aperta o largo e chega mais rápido;
E eu continuo não sendo nada..."
Falta, a falta do inexistente acaba por nos deixar assim, cutucados pela verdade de uma simples reunião. Temos a suja mania de desmembrar as coisas, e ficamos assim, falsos astutos com qualquer tipo de reunião.
Aproveitando o momento deslizante e instável eu me despeço .. a agradecer pelo Sol que tenho presenciado nos últimos dias, verdadeiras telas de qualquer ângulo, especialmente da marina.
até breve!
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