Senhoras e Senhores, trago boas novas!


No interior dessa marina, morada de velhos barcos experientes e cravejados, um banco para que eu me acomode e despeje palavras e sentimentos que, no ritmo das ondas, são de uma existência cordial.







sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Direto e Reto

    É chegado o momento em que a tolerância combate a ausência de vida.
Sem meios termos, sem muros para se escorar; o tempo não pede passagem nem muito menos ensina ninguém a se portar.
    É chegado e já tardio o impulso corporal insuportável, sedento por vida, por índole, por resposta física e mental frente a tudo. A inércia agora definitivamente já não cabe mais, se é que um dia coube em algum lugar.  
   Logo eu, tão adepta da instabilidade e da defesa da constante mutação de qualquer contexto, tomo partido. O único irreversível, constante e infinito, externado na camisa de quem a veste, com muita coragem, engolindo todas as possibilidades.
   Ninguém nunca saberá nenhuma resposta, mas aos que abrem a cara e o coração pela dúvida...esses sim têm a minha admiração; porquê conquistam o mundo e sua satisfação com os próprios olhos, com os próprios corpos físico e mental.
   Tantos tutoriais, virtuais, didáticos e sentimentais, falsários resultantes dessa fraca idéia vendida de amor.  Passam-se os anos e as oportunidades, e tudo fixado no mais cômodo e fraco pseudo-amor, uma somatória de fraquezas, por décadas a fio.
    Que bela e prática a covardia! Celebremos! Comemoremos essa bi-fase, essa água e óleo que não se esconde!
   Já é tempo de travessia sem volta, um salto pela salvação da opinião e da conduta; salto esse pela graça do amor que anda escondida em algum banco de cimento discreto por aí. Ah, a graça do amor... são poucos os que puderam conhecê-la, e que estão abertos e receptivos à ela em estado de graça a vida inteira.
   Aos crédulos a minha eterna admiração: pelo amor, pela coragem, pela atitude. 
   Aos outros, caretas de caráter, o silêncio. Silêncio esse que coloca cada um em seu lugar, que permite às carapuças que vaguem pelos corredores a fio atrás de quem às pertence; silêncio que julga sem palavras, que grita sem ruídos, que machuca sem toque.

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